quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Fantasmagoria



Ei... Tire essas amarras de mim
Eu sinto a força e vejo o laço, do início ao fim...
Ei...  Carrego minhas mãos atadas
E o meu coração a sangrar
Mas o medo não me acompanha
E nem me acompanhará
Sei que tudo é uma grande piada
Só não sei ainda aonde esta a graça
Hoje máquina e barulho, amanhã ferrugem e entulho
Eu criador e criatura, eu doença e cura
E ainda estamos aqui, sem saber p/ aonde ir
Brigando contra o tempo, e o vazio de dentro
E ainda estamos aqui, sem ter p/ aonde ir...
E acredite, ainda estamos aqui... Até quando?

Selvagem em terra de mentira,
Sem nome, sem lei, sem alguém
Selvagem em terra de mentira
Concreto, correntes, promessas do além

Ei... Lute para Libertar a verdade
Concentre através das sombras, e veja a realidade
Ei... Beba mais um pouco d’água
Apesar da sede nunca cessar
Vagando pelo deserto fantasma
Ser escravo da indolência
Matando por miragem
Corrompido pela feroz vaidade
Solitário na multidão
Sem muros mas prisão
Simples refém da ilusão  
E ainda estamos aqui, sem saber p/ aonde ir
A batalha e o homem, a comida e a fome
E ainda estamos aqui, e não temos p/ onde ir...

Selvagem em terra de mentira
Sem nome, sem lei, sem alguém
Selvagem em terra de mentira
Concreto, correntes e promessas do além


Marlon,

A letra e esta ai, mas ainda não é definitiva, ainda está sendo moldada. E tem uma parte de luana que não sei, pega com ela.

To0T4l

SOS


ENSAIO EXTRA HOJE E OFICIAL SEXTA

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

De volta para o futuro


Agora a porta se abril, “vamo” acabar com a panela,

Quebrando a lei o silêncio, aqui mordaça não pega

De forma subversiva, mas sereno por dentro

Com alguma coisa a dizer, sobre o espaço e o tempo

De um período exilado, fora da mira dos reis

Estava ficando louco

Tudo que vi e ouvi, hã, quase não acreditei

Voltei pra desafiar

mais uma vez o medo,

288 é a prece, aqui não rola segredo

Quem ta ligado não esquece

E se você não conhece

Eu lhe apresento o enredo

Qualquer dia do mês

Do mês de qualquer ano

Ser o senhor de mim mesmo

Tudo faz parte de um plano

De aprender com o passado

Mas seguir em frente,

Sem olhar para trás

Se ontem não tem futuro

O amanhã do hoje se faz

Permita aflorar profundos sentimentos

Fazer dos Ideais nosso próprio alimento

Não adianta, todo estilo por fora

Mas vazio por dentro

Entrei no jogo de novo

Vamos rolar os dados

Mas hoje não é RPG

Deixemos um pouco

A fantasia de lado

É hora da realidade

Este é o momento do fato

Acarear a verdade

Qual é o seu relato?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Herzog, canção para um mundo em guerra



Em silêncio medito...
A revolução
Dentro do meu peito
Não foi sufocada:
Mãos
Grades
E amordaças
Não puderam me calar.
Um dia sei, e acredito,
Que em algum lugar
Alguém há de ouvir
O meu grito na história.

aonde estiver guerra
faça-se paz
onde a paz estiver
faça-se luz
onde houver luz
faça-se agora e sempre
entanto que seja
infinito e calmo
como o sorriso
de uma criança sonhando.



Poemas: Fabiano Silmes