quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
EMERGÊNCIA


Estive fora, muita coisa aconteceu,
voltei com mais de mil histórias
Um herói que sobreviveu
Vou libertando da memória, tudo que vi nesses anos
Terrorismo que abala, quase todos seres humanos
Então vamos começar, a contar um lance triste
Acordar p/ realidade, e mostrar que a maldade existe
Consultei um médico barato, era o que dava p/ pagar
Não tinha data p/ marcar, me mandaram p/ outro lugar
Aí que tudo começou, p/ eu ter atendimento
Cheguei e meti um k.ô... disse que estava morrendo
Acreditaram, sem conferir me levaram p/ dentro
Vi um inferno, naquele lugar sujo e nojento
E o pior, é saber que não é só por La
Todos os outros são iguais, p/ quem não pode pagar
Larguei meu leito de morte, por um instante
Quando voltei já tinha outro em meu lugar
Na emergência, me jogaram no canto
Me encheram de veneno
Aí sim quase morri, vai vendo
Corri pelo corredor, só vi gente sofrendo
Sangue no chão, lágrimas, mortes, maus tratos
Sujeira, gritos de dor, superlotação nos quartos
Emergência... não fecha o corte
Emergência... sem sinal de vida
Emergência... estrada da morte
Realidade... sofrida
Já na entrada, tinha uma mulher sofrendo
Deu a luz na portaria, por falta de atendimento
Depois de duas horas, o médico apareceu
Com a cara mais lavada, pergunta o que aconteceu
Mas que piada, agora o bebê morreu
Pior que isso é o pensamento
Antes ele do que eu
Já que aqui é na disputa, a vida é muito concorrida
Se alguém entra na minha frente,
Eu perco a minha própria vida
Emergência... não fecha o corte
Emergência... sem sinal de vida
Emergência... estrada da morte
Realidade... sofrida
Emergência... não fecha o corte
Emergência... sem sinal de vida
Emergência... estrada da morte
Realidade... sofrida