sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fantasmagoria (reescrita)

Tire essas amarras de mim
Eu sinto a força e vejo o laço do início ao fim
Carrego minhas mãos atadas
E o meu coração a sangrar
Mas o medo não me acompanha
E nem me acompanhará
Sei que tudo é uma grande piada
Só não sei ainda aonde achar a graça
Hoje máquina, hoje barulho,
Amanhã ferrugem, amanhã entulho

Eu criador e própria criatura,
Eu doença e a própria cura

Na Luta para Libertar a verdade
Através das sombras persigo a realidade
Bebo mais um pouco d’água
Apesar da sede nunca cessar
Vago pelo deserto fantasma
Digladiando contra a própria indolência

  
E ainda estamos aqui, sem saber p/ aonde ir
E ainda estamos aqui, e não temos p/ aonde ir...

Selvagem em terra de mentira
Sem nome, sem lei, sem alguém
Selvagem em terra de mentira
Concreto, correntes, promessas do além


by to0t4L

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